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Elton Carvalho: “Resultados expressivos ajudarão Felipe Surian a buscar os acertos no JEC”

Duas vitórias em três jogos. Sete pontos somados. Chance de garantir a vaga na Série D na próxima rodada. Mesma pontuação de G4. Não há dúvida que, em pouco tempo, Felipe Surian conseguiu grandes transformações no Joinville. Essas transformações são de desempenho? Ainda não. Tanto na quinta-feira, contra o Hercílio Luz, quanto neste domingo, diante do Figueirense, o JEC jogou pouco. Mas o desempenho precisa de tempo para ser modificado, especialmente quando não há nenhuma herança.

O que o Joinville precisava agora, num começo de trabalho, eram resultados expressivos. Vitória fora de casa contra a Chapecoense para acabar com quase um ano de jejum sem triunfar longe da cidade. Vitória fora de casa frente ao Figueirense, único invicto até então no Campeonato Catarinense. São resultados deste tamanho que trazem autoestima para o elenco e, claro, para o torcedor. O Tricolor precisava de outro astral nesta reta final de campeonato, às vésperas da Série D. Por enquanto, vai conseguindo.

Esses triunfos também só reforçam o texto publicado pela coluna, na semana passada (leia aqui): é possível, sim, ser competitivo mesmo com orçamento menor e na Série D. Claro, as condições para conseguir os resultados serão mais complicadas, mas isso não impede o Joinville de alcançá-los.

“Ah, mas o Joinville só deu chutão, pouco criou e levou pressão com um jogador a mais”. Verdade, e aí estão as condições mais complicadas. Em 2014 ou 2015, talvez o JEC venceria com mais tranquilidade. Hoje é mais difícil, especialmente diante de um time tão bem montado e que não havia perdido nenhuma vez no Estadual.

É evidente também que o Joinville pode melhorar. Poderia ter valorizado mais a posse da bola. Trocado passes.  Ter envolvido o Figueirense. Dar um “sustinho” vez ou outra. Mas precisamos reconhecer que este grupo só havia vencido três vezes no ano até este domingo. É compreensível que se faça tudo para garantir um resultado deste tamanho. Inclusive jogar mal (e até de maneira medrosa) como o JEC jogou .

Com confiança, Felipe Surian poderá buscar os acertos para fazer o Joinville sofrer menos. É bem mais fácil acertar um time com bons resultados do que tropeços. Vale lembrar ele estreou há uma semana e já tem aproveitamento bem melhor do que de seu antecessor. É preciso valorizar isso.

No mais, o torcedor do Joinville deve saborear o resultado grandioso deste domingo. É normal ficar preocupado, mas o que ficou para a história foi mais uma vitória do JEC sobre o Figueirense no Orlando Scarpelli. São quatro nos últimos cinco jogos na casa do Alvinegro – 2015, 2016, 2017 e 2019.

Para recordar: em 2011, às vésperas da final da Copa Santa Catarina – que o JEC venceu o Brusque e, ali, começou a caminhada rumo ao título da Série C – o Tricolor fez uma partida horrível diante do Metropolitano, em Indaial. Sofreu de todo o jeito e empatou por 0 a 0. Levou críticas aos montes de quem, à época, viu o jogo ao vivo. Mas alguém lembra disso? O que ficou na história foi o título. Que o time campeão passou sufoco diante do Metrô, em Indaial, ninguém lembra.

Que fique claro que esta história não está sendo relembrada para afirmar que o Joinville terá sucesso em 2019 como teve em 2011. Ela serve apenas incentivar o torcedor dar mais apoio agora, especialmente diante dos bons resultados. Deixem a imprensa cobrar, com calma, o desempenho. Imaginem se o JEC chegar às semifinais? Olha a moral que isso dará para a sequência, na Série D.

Para fechar: talvez, se as coisas caminharem bem, no fim do ano ninguém lembrará que o JEC jogou muito mal diante do Figueirense. Ficará na memória a vitória. Alguém aqui gosta de lembrar de coisas ruins? Alguém lembrava do 0 a 0 de Indaial em 2011? Que fique a lição e um incentivo para esta sequência positiva dos últimos jogos.

Texto: Elton Carvalho
Imagem: Júlio Cesar Ferreira, JEC

 

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