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Judô

Crianças autistas têm aulas de judô em núcleo criado pelo PID

O Programa de Iniciação Desportiva (PID), desenvolvido pela Secretaria de Esportes de Joinville (Sesporte) iniciou neste mês um núcleo da modalidade de judô para crianças autistas.

As aulas, sempre aos sábados, são realizadas na Academia de Judô Up City, que funciona no Complexo Esportivo Oda, parceiros da Sesporte neste novo trabalho.

O responsável pelo núcleo é o professor e ex-atleta de judô Paulo Sérgio da Silva, que tem 25 anos de atuação na modalidade e que já trabalha com crianças autistas.

O núcleo conta com 30 alunos, com idade entre 4 e 12 anos, todos encaminhados pela Associação Amigos Autistas (AMA) de Joinville. Os 30 alunos foram divididos em duas turmas – das 9 às 10 e das 10 às 11 horas.

“O pai ou a mãe também participam das aulas. É uma forma de integração e também para ajudar a dar mais confiança às crianças”, explica o professor.

Paulo Sérgio lembra que o judô, como modalidade individual, pode auxiliar nas atividades diárias das crianças com autismo, melhorando as condições de vida. “Ajuda a desenvolver o espírito de cooperação, além de oferecer ganhos cognitivos, de coordenação motora e de autoestima”, acrescenta.

Para o futuro, o professor pretende aproveitar as crianças em competições, com os Jogos Escolares Paradesportivos (Parajesc) e os Parajasc. “Estamos lutando pela inclusão do judô entre as modalidades dessas competições para que as crianças com deficiência também possam participar”, explica.

O judô é oferecido gratuitamente pelo PID. Outras informações sobre o núcleo podem ser obtidas diretamente na Sesporte, junto à Arena Joinville, ou pelo telefone 3433-1160, com Reginaldo.

O Autismo

O autismo é um transtorno neurológico que afeta o desenvolvimento do cérebro e complica o comportamento de comunicação e socialização. Pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral, conhecido por “Transtornos de Espectro Autista” – TEA.

Os sintomas do autismo são: fobias, agressividade, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de relacionamento, por exemplo.

O autismo aparece nos primeiros anos de vida e é único para cada pessoa. Existem vários níveis diferentes de autismo, até mesmo pessoas que apresentam o transtorno, mas sem nenhum tipo de atraso mental. Apesar de não ter cura, terapias e medicamentos e é claro, muito amor podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.

Foto: Reprodução/Sposts Pasona

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